terça-feira, 26 de janeiro de 2016

MoveMente & Movimente






A proposta do projeto MoveMente & Movimente é de um atendimento psicoterapêutico que utiliza o movimento e a sensibilização como facilitadores ao autoconhecimento e a percepção de si em suas diversas relações. Venho construindo esse formato de atendimento desde a faculdade por entender e acreditar que corpo e mente se influenciam mutuamente. Muitas questões físicas estão diretamente relacionadas a questões emocionais e afetivas, e estas por sua vez, também podem gerar sintomas físicos. Os atendimentos são em grupo, individual ou casal.

Quer conhecer melhor?

Estou com o projeto em dois locais onde os encontros ocorrem uma vez por semana:
  • Articulare - Fisioterapia e Reequilíbrio Corporal
  • MA - Bem -Estar e Saúde



Além disso, estou com o projeto na Escola Holística de Fotografia. O curso livre será no dia 25 de fevereiro de 2016. 
http://www.escolaholisticafotografia.com.br/cursos-livres/fevereiro/

Mais informações: raquelbritopsicologia@gmail.com

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Dar conta ou não?

Tenho percebido que cada vez mais há uma exigência de imediatismo. A produção precisa ser em tempo real. o tempo para deslocamento é curto, não se vive mais sem celular porque precisamos estar conectados imediatamente. O aprendizado precisa ser rápido, a solução de problemas imediata. Caso tenha dor, o remédio precisa fazer efeito o quanto antes e resolver todas as questões de uma só vez. As informações são bombardeadas de todos os lados e é preciso estar atento para não perder nada.
Qual o momento que se para simplesmente para fazer nada? Existe algum momento de ócio, de pausa do pensar? Tenho visto a ansiedade e a depressão aparecerem com uma intensidade e frequência cada dia mais assustadoras. Escuto o termo "dar conta" onde passo. "Dar conta" da casa, do trabalho, da família, da ginástica, das contas a pagar, até da viagem que seria relaxante, da rede social, das cobranças, das fofocas, das atrocidades divulgadas pela mídia, entre tantas outras coisas.
A cobrança de se encaixar em uma fôrma para pertencer a algum espaço é de cada sujeito, e o fato de se deparar com o "não dar conta", com as próprias limitações pode ser chocante e frustrante. Junto a isso, o sentimento de incapacidade e menos valia aparecem de forma a gerar muitas consequências na vida de algumas pessoas.
Claro que, frustrações e limitações fazem parte da vida, mas a questão não ter esses sentimentos, é aceitar ter esses sentimentos. Até o não sentir virou uma cobrança. Está com incômodo? Toma uma medicação para passar logo. Ansiedade, depressão, dor de cabeça, tristeza? Toma medicação. E ponto final, nada mais. Será?
Não sou contra medicação, ao contrário, acredito que ela pode ser muito importante em alguns casos. Porém, achar que a medicação resolve tudo é não olhar para si e para as próprias necessidades. É querer que uma pílula resolva todas as suas questões. Nisso eu não acredito. Acredito que sintomas aparecem para chamar a atenção para algo que não funciona bem, que exige auto cuidado e auto percepção. A medicação acalma o sintoma, mas não resolve o que se esconde por trás dele.
O processo terapêutico entra como algo, que entendo ser de grande importância, para se olhar no que "se esconde por trás". É uma possibilidade de vazão para sentimentos e emoções que precisaram ser abafados para que se pudesse encaixar em alguma fôrma.
Mas, infelizmente, nem todas as pessoas estão dispostas a entrar em PROCESSO terapêutico. Coloco em destaque a palavra processo, porque é exatamente isso. Não é um remédio que se toma e dissolve as questões, mas um processo que leva o tempo de cada um. O tempo que é único e que cada pessoa pode seguir. Porém, isso requer paciência, tolerância, trabalho e tempo. O resultado pode ser maravilhoso, mas é preciso disponibilidade para investir em si mesmo. Reservar alguns momentos da sua semana para isso é muito? Eu imagino que não. Mas, cada um sabe do seu tempo, ou não.

Raquel Brito